domingo, 24 de abril de 2011

Passagem...



Renovar, ressuscitar, ressurgir. Significados do dia na palavra “páscoa”. O equívoco ou ilusão da morte, a certeza da continuidade, a volta. Vem-me a imagem de vulcão, aparentemente quieto que, de repente, solta suas lavas, espalha sua quentura e refaz os movimentos ao seu redor. Como Cristo, em seu exemplo de morte, porque de vida, se refaz inteiro e resignifica o viver de tantos. Páscoa é data, é ritual, é tradição. Mas Páscoa também simboliza o renascer, a refeitura de promessas, de sonhos, renovação de buscas. Uma passagem entre o antes e o depois e esse depois, ainda por vir, chegará com gosto de chocolate, de doce como para firmar a vontade que a vida se torne doce ou que possa ser adocicada sempre.




Páscoa é oportunidade de ressurgimento daquilo que não foi, do que aparentemente acabou. Que ressurjam os sonhos, que acordem as paixões, que os passos sejam retomados, que os caminhos se refaçam, que as luzes clareiem os cantos escuros e que as ondas voltem e quebrem na praia, em ritmos diversos. Que haja o renovar, o ressuscitar, o ressurgir do mesmo, porém, diferente em nós. Que os sonhos, os passos, as paixões retornem sempre.Que venham e se renovam os dias iguais, em suas diferentes manhãs.Que nós nos renovemos sempre para sermos o melhor que pudermos ser.




Que este domingo seja dia de desejo de travessia para lugares de afetos, de mundos compartilhados, de amores preservados. Feliz Páscoa!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Desterritorializando a identidade...



Laerte, o competente senhor dos quadrinhos diários de jornais brasileiros resolve assumir modo de vestir, de se expressar femininos. Sim, de repente, ele se travestiu e publicizou seu desejo pela roupa, pelos acessórios, pela maquilagem. Interessante a coragem desse movimento transgressor de um homem que se apresenta mulher e vive como mulher, após anos de uma vida tipicamente masculina.Transgredir os limites, ir além do tradicional e do costume.Se permitir sair do conforto de ser e reterritorializar-se em outro gênero identitário. Continua sendo o mesmo, porém outro, em outra roupagem. E os seus dizeres acerca dessa experiência e dessa opção. Da delícia de ser mulher, de ter que se cuidar mais ao sair, da vaidade instalada e assumida.




Fico pensando nas opções que se tem hoje de se ser e de não se ser.Seja lá o que for, há a possibilidade do mutável e a identidade, provisoriamente (im)posta se desterritorializa e se refaz em outros espaços existenciais resignificados. Homens e mulheres, travestidos, itinerantes e provisórios. Chamam isso de modernidade líquida? Pós-modernidade? Modernidade tardia? Sem rótulos, num tempo de identidades nômades.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Professores no cyberespaço....


“Nunca o professor teve tanta chance de ser fundamental como mediador de informações dispersas”. É Marcelo Tás falando de professores e acerta ao afirmar que o computador é uma ferramenta de comunicação e deve ser explorada como tal. Penso que o computador é ferramenta de comunicação e de compartilhamento. Por ele, podemos, como professores, disponibilizar informações, exemplificar conceitos, encontrar aprendentes com vontade de saber. E, conforme nos alerta Ronaldo Lemos, surgem as denominadas “novas economias culturais” que são outras formas de circulação de culturas que podem ser detectadas pelo movimento das “periferias”que fazem remix, por exemplo, de músicas e imagens. São novas ferramentas digitais que promovem criações coletivas. “Compartilhamento é a própria natureza da criação”(Gilberto Gil) e o professor deve mesmo se apropriar dessas ferramentas para promover aprendizados coletivos, descobertas e cumplicidade na construção do conhecimento. Que a escola seja o chão de um modo efervescente de criação, de reconhecimento das verdades provisórias e de outras, que serão elaboradas. Não cabe nesta nova economia cultural a aridez dos saberes, as cópias sem fim, as obviedades dos conceitos. No novo cenário de educação, é preciso transgredir os espaços, utilizar vários tipos de texto para estabelecer o diálogo e facilitar a descoberta, outros pensares e possíveis novos caminhos epistemológicos. Somos, como professores, fundamentais na circulação de culturas. O que estamos esperando?

domingo, 10 de abril de 2011

O perigo da história única...

Brilhante e impactante palestra que nos leva a pensar o currículo como história que contamos.... http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

As diferenças entre nós...


Ouvindo Muniz Sodré afirmar que “as pessoas não são iguais nem desiguais, mas sim, singulares”, pensei no desafio do além do discurso. Nós, professores temos falado muito sobre o respeito às diferenças, à importância de considerarmos a escola como lugar de todos numa incursão pelo enfoque multiculturalista. Mas, ainda não sabemos como fazer realmente, no cotidiano escolar, a vivência nessa diferença pela via de novos espaços de tolerância. Sodré não resvalou seu discurso pela questão da tolerância. Porém, enfatizou o preconceito que é feito de automatismo, um automatismo que foi aprendido e que está, certamente, subentendido em nossas práticas curriculares.

Pensando sobre isso, qual o lugar da diferença em nossos currículos? Ainda no discurso, ocupando o espaço da fala, dos princípios ditados mais que vividos. A diferença e a sua aceitação não passam pela lógica nem pelo racional. A diferença está nos sentidos que vamos significando e construindo, no afeto estabelecido pelas relações. A diferença para Sodré, “é para ser sentida e desejada”. Mais que pensada ou teorizada, é preciso nos deslocar do preconceito pelo afeto. Porque, conforme ainda Sodré, “nós aprendemos o que afetivamente aceitamos”.E aí que eu incluo o conceito de tolerância com o diferente de mim, que tem o pleno direito de ser. Reconhecer isso na dinâmica escolar, está além de conteúdos e temas transversais a serem trabalhados pelos professores. Reconhecer o direito do outro de ser, significa instituir/legitimar as denominadas “economias invisíveis”feitas de trocas, de cooperação e de amorosidade do “fazer juntos” entre professores, professores e alunos. É quando essas economias invisíveis acabam ou enfraquecem no espaço escolar, que a violência pode tomar seu lugar e é aí que a diversidade se esvai.

Que as economias invisíveis sejam fortalecidas em nossos fazeres docentes para aprendermos a tolerância e reconhecimento do outro como direito à singularidade pura. Economias invisíveis num currículo pensado, feito e vivido pela diversidade.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Insistência necessária...


A escola está em luto.A escola em seu sentido universal carregada de significados, de tradição, de História. Sim, profanaram seu espaço, derramaram jarros de medo em seus corredores, escancararam as suas fendas. A escola está em estado de perplexidade, emudecida por tiros e sangue, por gritos e horrores. Lugar de magia, de sacralidade de saberes que são revisitados, de conceitos que são construídas, a escola hoje, em 7 de abril vê-se frágil frente ao inesperado do humano. Perguntas são feitas tendo o silêncio como resposta. A mídia se adianta proferindo palavras tão pouco refletidas, buscando culpados, apontando inseguranças e cobrando grades, detector de metais e a ausência de policiais num espaço que deve ser preenchido por alunos, aprendizes e professores. Não, a escola, como lugar de formação e de identidades precisa ser cuidada, resguardada e respeitada. Não deve precisar de policiais, mas de gente que ama o saber, a palavra, a leitura, a infância e a juventude. Os valores devem ser os guardiões da escola e a certeza de sua importância para a “gentificação”, como dizia Paulo Freire. Que não haja grades, que as paredes respirem alegria, que o chão seja ocupado pela dança, pela graça de caminhantes em busca do melhor. Que esse sangue não deixe rastro, que seja lavado por um potente produto de lucidez, de esperança jamais envelhecido. Que sejamos capazes de ultrapassar as dores, confiar nos anjos(tão jovens,tão no começo de suas vidas!!!!) que foram para outra dimensão.E que essa visão de portão escolar como lugar de desespero e medo, seja substituída pela vontade de garantir à escola a sua função social de formar gente. Gente que luta, gente que confia em gente, gente que se compadece de gente. Que este episódio seja vencido tangenciando nossa atenção para um cuidado maior com as crianças e jovens que estão nos espaços escolares, com suas diferenças, suas dores, às vezes, silenciosas. Que a perplexidade de hoje nos remeta a dias de cuidado com professores e professoras que, por vezes, sentem medo, angústia ou desconforto. Mas, que continuam e insistem, porque temos mesmo que insistir. Que continuemos a insistência de fazer da escola em luto, uma escola necessária à vida e importante para o exercício de construção de mundos e de sujeitos, de realidades e sonhos. Hoje a escola está em luto...E a escola aqui é toda a gente que trabalha em educação, que aposta nessa saga, que acredita em seu papel na formação humana. Que a insistência continue por meio de nossos projetos, de novos procedimentos, de posturas renovadas frente aos saberes e frente a esse mundo em desalinho. Que continue, nossa escola, mesmo em luto, a transformar essa dor em uma certeza ainda maior da importância desse espaço para entender as imprevisibilidades humanas, para develar o escuro, para recriar na luz. Como diz o poeta, “mesmo que sangre, mesmo que doa...”

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Redes sociais...lugar de ser



"Quero perceber tudo com calma mesmo em meio a correria, sentir que a vida é quente mesmo quando se diz fria, fazer da vida um canto mesmo sem melodia, amar as pessoas sendo elas João ou Maria." Mena Moreira

E é por isso que as redes sociais fazem tanto sucesso. São espaços de compartilhamento do que pensamos, do que sentimos, do que estejamos sendo...Alguns fazem dessas redes um simples modo de exibição. Mas muito, demasiados, estão nelas para se sentirem menos solitários, mais amalgamados, menos dispersos num mundo fácil de solidão. Muitas vezes percebi o medo que as pessoas têm de se incluírem em uma rede social e não serem lidas, nem comentadas ou percebidas. Isso me incomoda, porque ignorar o outro, que se apresenta em palavras, se expõe em imagens é mais uma maneira de não aproveitar a possibilidade do encontro, da escuta que o outro nos traz. Que as redes sociais, virtuais por natureza, sejam quentes, sejam acalanto, sejam lugares de amparo às idéias, às volúpias, aos enredos ainda sem música. Vamos fazer junto isso. Não para aparecer, não para se mostrar o que não se é, mas, para sermos juntos...alguma coisa melhor do que somos, quando estamos sós. Sem corpos, mas com olhos sensíveis para acolher as palavras que nos são dadas, para dizer o que em outro lugar não seria tão fácil. Redes sociais, espaços virtuais que podem nos resgatar o mais humano de nossa condição...A condição de sermos sempre Outro do outro. Não cabe o bisbilhotar nessas redes, não cabe o mutismo de tantos. Cabe sim a vontade de estar junto, de compartilhar, sendo João ou Maria. Sendo-com-o-outro, sempre.


Por isso, estou nesse espaço, entre duas poetas.




"Danço, rodopio e não penso, pois somente as sensações podem prevalecer. Que importa como me analisam, se com esses movimentos enriqueço o meu viver?! (fragmentos da poesia "Vivo a Dança" de Rosana Nóbrega)"

terça-feira, 29 de março de 2011

Escola não tem ponto final...


Nem para os que trabalham nela, nem para os que por ela passam. Todos carregamos em nós lembranças de escola, momentos bons e momentos de dor sentidos em algum recreio ou em alguma situação de sala de aula. É, escola é pura reticência feita de pensamentos que caminham conosco para casa, de afetos que nos acompanham pela vida, de medos e incertezas registrados em cadernos. Escola não tem mesmo ponto final.Porque não acaba no instante do sinal , no fim do período. Ela continua em nós no que sabemos, em nosso aprendizado e até e muito mais talvez, no que desaprendemos. Escola é a reticência que está presente em nossa identidade mutante, em nossas amizades perdidas e em outras, guardadas e cuidadas. Escola tem reticência. E é essa reticência que garante a sua continuidade, a sua sobrevivência num tempo de internet, de tecnologias avançadas, de encontros virtuais. Escola-reticente será um pleonasmo? Pode ser....reforça o sentido de atualização constante, de efervescência de saberes provisórios, do novo que surge com a presença de outras gerações que ocupam os lugares de aprendizes. Reticentes sempre também.... Escola , como a vida, não tem ponto final...Mesmo que seus portões fechem, mesmo que as janelas não se abram, há ali, um sentido difícil de ser mensurado. Sentido jamais perdido. Como a vida, escola se eterniza nas reticências. Sem ponto final...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Primeiro sonhamos...depois, dormimos.


Ouvi isso hoje.Veio de uma música que Maria Gadú canta(ou declama?).E fiquei pensando nos sonhos que vêm antes do adormecer. Dos sonhos que nos mantém acordados. E é por eles que a vigília acontece e perdura, em instantes muitos de esperança, de tentativas, de erros, de buscas. Sim, sonhamos para manter a vida inteira-plena borbulhando em dores, em prazeres, em alegrias e em amores. Só após tanta vigília, tanta atenção nesse viver em sonhos que ousamos fechar os olhos. E dormimos para garantir o intervalo necessário aos sonhos. Para que eles se recuperem de nós e sobrevivam a nós e continuem sempre sonhados. Dormir, então é apenas uma forma de deixarmos nossos sonhos quietos, apaziguados por algumas horas. E quando abrimos os olhos, estão lá, os sonhos. Sonhos nos chamando para a lida diária de vivê-los. Primeiro sonhamos...e depois, dormimos.

domingo, 20 de março de 2011

Noite de poetar...

Poetar era o verbo convidando para a festa. E foi poetando que começaram a chegar, transformando todo o espaço branco e vermelho em espaço de prosa, de verso, de beijos, risos e afagos. Colegas, feito amigos por convivência e afinidade, vieram, embrulhados em presente. É, porque cada um que entrava, parecia expor uma fita prá ser desenlaçada num abraço. E foi assim que poetamos. Noite regada de lua cheia e chão ainda molhado pela chuva que se ofereceu, um pouco antes, para refrescar os passos. Poetamos assim, devagar e com barulho de vozes que se misturavam.
Em cima da mesa, junto com bolo, cervejas, refrigerantes e caipirinhas deixaram, quando foram embora, um baú de palha. Um baú feito de poesias. Nele se tocaram Manoel de Barros, Gildes Bezerra, Drummond, Pessoa...Com aromas, cores e texturas diferentes, as poesias dizendo mais que discursos, acalentando além das palavras, o baú foi aberto e reaberto muitas e muitas vezes. Lido, relido, revisto, sentido.
Poetar era o verbo do convite. Poetar continuou o verbo do encontro. Poetar agora como verbo da lembrança. E é poetando que agradeço os amigos que tenho, as pessoas que admiro e todos que quero tão bem. Quero poetar mais, quero poetar sempre e quero tudo isso num baú de palha.

terça-feira, 15 de março de 2011

Mais alunos...de novo professora

Comecei o ano letivo hoje.Fileiras de azul contrastando com as paredes brancas, quadro branco, cabeças descobertas. Olhares de indagação na dúvida entre levar a sério ou simplesmente se deixar ficar ouvindo a professora.
Nomes, diversos.Lugares, distantes.Vêm de todos os lados. Do nordeste, tentando entender porque aqui o mar é o nosso céu. Da capital maior do país, sentindo-se morando no mato. Do Vale, deixando o Paraíba e apreendendo o Sapucaí.Garotos, com cara e jeito de garotos. Garotas com voz e charme de garotas. Novinhos, vitoriosos,ansiosos. Falam baixo, se expressam ainda com certo temor. Mas há vivacidade no olhar e talvez algum susto. Humanas num curso de engenharia? Pois é.Cá estou e terei que garantir que aquelas horas sejam momentos de algum aprendizado. Também tenho meus temores.Temor de não ter um tom que soe bem a esses ouvidos jovens. Temor de nada ensinar. Temor que essas horas sejam sentidas pesadamente para esses garotos e garotas. Temor da minha letra que fica feia quando escrevo com pincel.
Pego meus temores, guardo minhas impressões, registro os rostos e levo comigo todos os olhos.E tento me fazer professora. Por mais algumas horas, sei que ali sentirei o prazer de sempre. Bem-vindos à escola!!!!!!

domingo, 13 de março de 2011

Sinos de domingo...

Pois é...como parece mesmo que o ano só começa após o carnaval, aqui em casa há um movimento de resgatar coisas, re-conhecer móveis e recolocá-los em outros espaços. E foi assim que surgiram, neste domingo de meio-sol, dois sinos, achados em lugares distintos,que tratados, deixaram o tom acinzentado e voltaram ao brilho dourado.
E o que tem os tais sinos? São de tamanhos diferentes, emitem sons que não coincidem entre si e estão juntos agora, num patamar da escada. Ao passar por eles, pensei que poderiam ser mãe e filha ou pai e filho, ou mãe e filho ou pai e filha.Poderiam ser professor e aluno, amantes, amigos, namorados. Que tendência às obviedades!!!
Sinos assim, de tamanhos diferentes, de sons peculiares e afinados(lembra do texto “Afinidades”?Pois é...conversam e se entendem até no silêncio e na distância).
Sinos que me levam a pensar nos sons que emitimos, muitas vezes de maneira destoante de outros sinos. Os pares que se formam, os duetos que de repente se perdem e, por ficarem separados, podem não mais soar, desfazendo-se do sentido de sinos que tinham antes. Vozes que sozinhas perdem o tom. Se perdem, tentam outros sinos, ensaiam outros sons enquanto aquele sino, que forma o dueto, não retorna prá dourar os dias.Esperam em desafino.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher...

Todo dia é dia de ser mulher. E nas esquinas, estreitas ou largas, vazias ou repletas, encontramos mulheres de formas diferentes, ritmos próprios de seu viver. Nos reconhecemos nas conquistas, nas dores, nos amores perdidos, nas lembranças apagadas. Pois é...reconhecemo-nos. E ao pensar essas mulheres e ao ler tanto sobre mulher hoje em blogs, jornais, colunas independentes, nas redes sociais etc, só consigo lembrar de uma amiga querida, que faz anivérsário nesse 8 de março. E é nela que concebo o palco desta data. Fernanda, brincando, subindo e descendo morros em Lambari. Fernanda adolescente em Itajubá, corajosamente grávida e que se fez mãe(e que mãe!!!) tão antes de nós. Fernanda linda, alta e de uma risada única e de muitas lágrimas sentidas. Fernanda de mil prendas que muitas vezes buscou amores em esquinas vazias, mesmo quando nem percebia que era ela a responsável pela alegria de tantas e tantas outras esquinas.Fernanda , nascida em 8 de março. Eu só me atrevo a dizer algo desta data, porque foi aí que ela veio para nós...E, mesmo longe, mesmo calada, sei que deve ainda conservar o melhor e sei que Fernanda, continua sua caminhada protegida e amparada por muitos que torcem prá que ela seja amada,querida, valorizada pela guerreira que é. Mulher , seu dia é porque Fernanda sopra velas e nós, daqui, continuamos  batendo palmas para uma vida corajosamente assumida e que levamos em rascunho.Parabéns pelo seu dia, Mulher!!!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Folia...que venha!!!

Do jeito que for!!!

Uma folia feita de confetes e serpentinas acompanhadas de muita música.
Uma folia de descanso e silêncio.
Um a folia para reencontrar amigos, conferir passeios e detalhar descobertas.

Que venha!!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mais um ano....

Um bilhete, apontando ternura, solidariedade e transcendência frereianas em 2009. Mesmo que seja mera conveniência, reiniciar o viver exige ritual, concentração, rascunhos de desejos refeitos. E que seja, não apenas mais um ano, mas que seja UM ANO diferente, pleno e possível e que os sonhos caibam nele.E neste ritual, um blog para acompanhar as viradas que farei em esquinas que encontrar e para postar pensares meus e de tantos outros que ousarem compartilhar comigo esse espaço.

Retomando o espaço...

Após um tempo em que meus pensares ficaram fixados em uma única esquina, retomo a vontade de seguir adiante em busca de outras ruas e novos caminhos.Sei que em alguma virada, poderei ficar mais do que deveria ou menos do que suportaria.Não importa, manterei algum movimento e meus pensares me ajudarão nos passos.

Bem-vindo...